Esses dias uma amiga minha veio me dizer que tava triste porque não tinha ganhado nada de Natal.Sinceramente eu não sabia nem o que falar na hora afinal, não se tratava de nenhum problema de Estado.Então, tentei não parecer grossa e mudei de assunto.
Só que é tão inevitável falar em fim de ano e não pensar em presentes, papai Noel, e fogos que essas coisas acabaram virando ícones, pelo menos pra mim.
Mas eu nunca liguei muito para essas coisas... Até ano retrasado eu nunca tinha tido uma ceia direito e muito menos uma árvore gigaaante cheia de penterecalhos e presentes, mas no fundo eu sempre tive, mesmo que escondida uma certa espectativa sobre esse hábito, afinal, era o que acontecia na maioria dos filmes e casas dos meus amigos e tal. E PUMBA, tive a tal ceia e a árvore, juro, que não acrescentou nada a mim além de uma baita dor de barriga e um bando de bugigangas que em sua maioria estragaram ou foram deixadas de lado.
Depois dessa esperiência, reconheci que essas coisas não eram essenciais e muito menos proveitosas.
Tanto que esse ano fiquei super feliz em passar a noite de Natal e Ano Novo em casa, comendo só as coisas que eu gosto, sem muita louça suja, com poucos parentes com poucos presentes. E por incrível que pareça, feliz.
Então, sinceramente não hesito que falar que não entendo a tristeza e o desapontamento da minha amiga.
E fico triste, por saber que todo ano ela segue a mesma rotina de esperar meia-noite com um prato de biscoitos, um copo de leite e a esperança de não se decepcionar com as tais bugigangas que irá ganhar do pai, que se fantasia, de papai Noel, por uma noite, para tentar compensar a ausência do ano todo.
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