Nessa última semana eu voltei a ser assombrada por diversos pesadelos, esses que duravam a noite toda e que durante o dia, de certo modo me assombravam.
Cheguei ao ponto de não andar de busão com medo de quem entrasse, de quem sentasse ao meu lado. Esses sonhos independente do lugar onde se passavam, seeempre envolviam tiros ou lembranças passadas.
E de certa forma, mesmo eu sabendo que eram apenas sonhos, algum sentimento forte ainda me embriagava. De qualquer maneira, minhas noites passaram a se encher de agitação, eu virava, me mexia, rodava, até o dia em que de tanto me mexer eu me cancei e caí num sono profundo, mas tão profundo que nem senti as horas passarem, nem ouvi os barulhos da obra do vizinho, entrei em um estado de êxtasi.
Mas quando eu acordei, não sei nem explicar o que senti, só sei que eu me encontrava de bruços, com a cabeça em cima do meu braço direito. Era indescritível. Eu não sentia meu braço, eu não fechava a minha mão, não importava o quão esforço eu fazia, nada adiantava. Num momento de incerteza e confusão eu me sentei, e segunrando, meu ante-braço comecei a chorar, e eu chorava, chorava, soluçava, urrava. Mas nada de melhorar. Sem entender ao certo o que estava acontecendo, me levantei e segui em direção à minha mãe, só tive fôlego para gritar seu nome, chamando assim sua atenção.
Após isso, só ouço palavras calmas, mas no fundo assustadas repetindo:
- Balança! Sacuda! Bata!
Sem nenhuma outraopção, fui fazendo tudo que ouvia. E melhorou, o sangue voltou a correr, enquanto, ignorando algumas câibras, voltei a me reestabilizar. Meus movimentos voltaram e eu nunca me senti tão nova como nesse momento.
Logo eu, que sempre achava exagero o que eu via na novela...
Mas realmente, não há nada pior!
Agora, tento me acalmar o máximo possível para afastar esses pesadelos e possilvelmente, tais incidentes como esse.
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