quarta-feira, 24 de março de 2010

903

Na verdade, bem no fundo eu sinto, meio que um vazio. Esse, que cada dia eu tento encobrir, não mentindo para mim mesma, mas acho que, me situando com a realidade.
Conforme os dias se passam, e se repetem, eles começam a poderem ser chamado de rotina, e essa, vai fazendo com que as relações progridam.
Bem, 3 anos, são mais ou menos 600 dias de convívio, 600 dias que podemos chamar de rotina, de dia-a-dia. E mesmo com seus conflitos acaba sendo integrado na dita "normalidade", a gente, ou pelo menos eu, acabo me acostumando, me acomodando.
Tudo bem, concordo que mudanças fazem bem, trazem novas experiências, nos apresentaam novas pessoas, fazem com que acabamos nos conheçamos melhor, afinal, as próprias influências mudam.
Mas não sei, a ficha só ta caindo agora, é, isso menos, eu tive de esperar quase 3 semanas para COMEÇAR a acreditar que tudo vai ser diferente.Acho que esse meu vazio não é bem solidão, mas sim medo. Medo de perder as relações antes conquistadas, de ter de me esforçar mais, de ter de arranjar forças para enfrentar as paredes que nos separam, medo de progredir mais esse ano... medo de muitas coisas.
Bem, nada vai conseguir mudar o que ficou, e a cada dia que passa outra nova rotina vai se formando. E a vida é assim, acho. Repleta  de mudanças, bruscas ou não, esperadas, ou não. Quem sabe esse seja um outro tipo de modelo, de rotina. Quem sabe, como tantas outras eu me acostume, me acomode.
Enfim, quem sabe...

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